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Em 5 anos, nº de brasileiros que fazem graduação nos EUA aumenta 65,8%

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Isabela Palhares e Paula Felix, O Estado de S. Paulo | 08 Outubro 2017 | 03h00

SÃO PAULO – O total de brasileiros cursando a graduação nos Estados Unidos cresceu 65,8% entre 2011 e 2016. Coordenadores de escolas particulares de São Paulo dizem que o aumento na procura pelo ensino superior fora do País se deve ao currículo mais flexível e voltado ao mercado de trabalho e à crise nas instituições públicas brasileiras, que têm sofrido com cortes de verba.

No ano letivo americano de 2015-2016, último dado do Instituto de Educação Internacional, dos Estados Unidos, o Brasil tinha 6.990 alunos em graduações – cinco anos antes eram 4.215. Com a crise econômica no País, não houve queda de calouros brasileiros, mas ritmo menor de crescimento. Entre 2014-2015 e o período seguinte, a alta foi de 1,7%.

No 3.º ano do ensino médio do Colégio Bandeirantes, na zona sul, Adriely Costa, de 16 anos, espera entrar nesse grupo. Desde o 9.º ano do ensino fundamental ela se prepara para fazer um curso na área de negócios. “Não me identifico muito com as instituições públicas brasileiras. A USP (Universidade de São Paulo) nunca me atraiu porque é muito focada em pesquisa e não é tão voltada para o mercado.”

Ela vai tentar a Fuvest, vestibular da USP, mas essa é a última opção. Segundo professores de escolas privadas, os alunos temem enfrentar longas greves ou graduações com pouco investimento no ensino público. Se ficar no País, Adriely diz preferir uma escola privada de ponta, como Insper ou Fundação Getulio Vargas (FGV).

“É um movimento que tem crescido com muita força. Antes, era muito mais comum o aluno fazer só um intercâmbio enquanto cursava a faculdade aqui no Brasil ou ia fazer uma pós no exterior. Agora, eles estão se adiantando e querem fazer toda a graduação nos EUA”, diz José Olavo de Amorim, coordenador de assuntos internacionais do Bandeirantes. Em 2014, o colégio teve 17 alunos aprovados em universidades estrangeiras. No ano passado, foram 28.

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